Iluminas Colaborações n. 20: Oficina apresenta critérios do Prêmio Fúcsia
Em 15.04.2026
Na última terça-feira (14), o Laboratório de Inovação do TRF6 realizou a 20ª oficina da Série Colaborações, com o tema “Como analisar os critérios do Prêmio Fúcsia e identificar oportunidades para sua unidade”. O encontro reuniu magistrados, servidores e gestores interessados em compreender melhor os critérios da premiação e refletir sobre práticas de gestão voltadas ao cumprimento das metas do CNJ.
A oficina contou com a participação do juiz federal Lucilio Linhares Perdigão de Moraes, membro da Comissão Executiva do Prêmio Fúcsia, que compartilhou reflexões práticas sobre gestão, monitoramento de metas e planejamento ao longo do ano.
Gestão orientada a metas e reconhecimento institucional
Durante a apresentação, o Dr. Lucílio destacou que o Prêmio Fúcsia surge como uma estratégia de valorização do trabalho das unidades, alinhando esforços ao cumprimento das metas do Conselho Nacional de Justiça. Mais do que um ranking, a proposta da premiação é direcionar a gestão, dar visibilidade às boas práticas já existentes e fortalecer a cultura de planejamento e acompanhamento de resultados.
Foram abordados os diferentes níveis de certificação — Topázio, Esmeralda e Diamante — ligados diretamente ao desempenho nas metas do CNJ, além do Prêmio Fúcsia, que reconhece até três unidades que, além do cumprimento das metas, se destacam em critérios como:
- projetos de inovação;
- ações de qualidade de vida no trabalho;
- capacitação de servidores;
- incentivo à conciliação;
- desempenho no tempo médio de tramitação processual;
- sustentabilidade.
Um ponto reforçado ao longo da oficina é que todas as unidades concorrem automaticamente às certificações, sem necessidade de inscrição prévia. Para o Prêmio Fúcsia, no entanto, é necessário alcançar o selo Diamante e registrar ao longo do ano as iniciativas desenvolvidas pela unidade, evitando deixar esse levantamento apenas para o fim do ciclo.
Dicas práticas e reflexões para o dia a dia das unidades
A oficina também trouxe orientações práticas sobre o acompanhamento das principais metas do CNJ, com exemplos concretos de como organizar rotinas, distribuir responsabilidades e utilizar dados disponíveis para apoiar a tomada de decisão. Entre os destaques:
- a importância de julgar mais processos do que os que ingressam (Meta 1);
- o acompanhamento individualizado de processos mais antigos (Meta 2);
- atenção ao congestionamento processual e ao uso equilibrado de relatórios (Meta 5);
- uso estratégico de automações para liberar a equipe para atividades que exigem atuação humana.
O palestrante enfatizou que não existe um único modelo de gestão e que cada unidade pode — e deve — desenvolver suas próprias ferramentas de acompanhamento, desde que alinhadas às metas institucionais. Segundo ele, ainda que o sistema de BI esteja em evolução, é possível (e recomendável) que as equipes se organizem desde já para não perder oportunidades de certificação e reconhecimento.
Assista à gravação completa
A oficina foi marcada por grande participação do público, troca de experiências e esclarecimento de dúvidas ao vivo, especialmente sobre situações específicas das unidades, secretarias e iniciativas já em andamento.
Para quem não conseguiu acompanhar ao vivo — ou para quem deseja se aprofundar no tema — a gravação completa da oficina já está disponível aqui. Vale a pena assistir para entender melhor os critérios do Prêmio Fúcsia, ouvir exemplos práticos e identificar oportunidades de melhoria e inovação na sua unidade.